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mercoledì 20 agosto 2014

Dieter achou estes poemas do tempo do nosso último encontro

dein körper ist deine bühne



(für hilan)



das leben ist eine bühne

auf der die sterblichen materien

ihre un-sterblichen reden halten



13035 f



viel-oh-so-vieh !

(für hilan)



du willst deine

philosophie leben ?

die philosophie, bruder

ist nicht fürs leben gemacht

die philosophie, bruder

ist nur fürs

philosophieren gemacht !



13037 c



esquizotrans ou :

imaginacoes maiúsculos e

ejaculacoes minúsculos



(para hilan)



A transa com B

que transa com C

que transa com D

que transa com E

que transa com F

que transa com G

que transa com H

que transa com I

que transa com J

que transa com K

que transa com L

que transa com M

que transa com N

que transa com O

que transa com P

que transa com R

que transa com S

que transa com T

que transa com U

que transa com W

que transa com X

que transa com Y

que transa com Z

que transa com A

e assim se fecha a trans-acao

que ninguém abriu



13039 b

martedì 19 agosto 2014

O impacto dos livros

Pensar. Os que pensam. O tempo para pensar.
Antoine Wilson escreveu Panorama City como uma outra operação
- deve ser.
Mas eu, cheguei à metade do livro.
E concluí: o pensamento é manipulação.

Já nem consigo mais pensar.
Fico esticado como uma aranha com uma pata em cada continente.
Fico querendo vazar pelo ralo.


giovedì 14 agosto 2014

Handke's Song of Childhood

"Song of Childhood" by Peter Handke
Lied Vom Kindsein – Peter Handke

Als das Kind Kind war,
ging es mit hängenden Armen,
wollte der Bach sei ein Fluß,
der Fluß sei ein Strom,
und diese Pfütze das Meer.

Als das Kind Kind war,
wußte es nicht, daß es Kind war,
alles war ihm beseelt,
und alle Seelen waren eins.

Als das Kind Kind war,
hatte es von nichts eine Meinung,
hatte keine Gewohnheit,
saß oft im Schneidersitz,
lief aus dem Stand,
hatte einen Wirbel im Haar
und machte kein Gesicht beim fotografieren.

Als das Kind Kind war,
war es die Zeit der folgenden Fragen:
Warum bin ich ich und warum nicht du?
Warum bin ich hier und warum nicht dort?
Wann begann die Zeit und wo endet der Raum?
Ist das Leben unter der Sonne nicht bloß ein Traum?
Ist was ich sehe und höre und rieche
nicht bloß der Schein einer Welt vor der Welt?
Gibt es tatsächlich das Böse und Leute,
die wirklich die Bösen sind?
Wie kann es sein, daß ich, der ich bin,
bevor ich wurde, nicht war,
und daß einmal ich, der ich bin,
nicht mehr der ich bin, sein werde?

Als das Kind Kind war,
würgte es am Spinat, an den Erbsen, am Milchreis,
und am gedünsteten Blumenkohl.
und ißt jetzt das alles und nicht nur zur Not.

Als das Kind Kind war,
erwachte es einmal in einem fremden Bett
und jetzt immer wieder,
erschienen ihm viele Menschen schön
und jetzt nur noch im Glücksfall,
stellte es sich klar ein Paradies vor
und kann es jetzt höchstens ahnen,
konnte es sich Nichts nicht denken
und schaudert heute davor.

Als das Kind Kind war,
spielte es mit Begeisterung
und jetzt, so ganz bei der Sache wie damals, nur noch,
wenn diese Sache seine Arbeit ist.

Als das Kind Kind war,
genügten ihm als Nahrung Apfel, Brot,
und so ist es immer noch.

Als das Kind Kind war,
fielen ihm die Beeren wie nur Beeren in die Hand
und jetzt immer noch,
machten ihm die frischen Walnüsse eine rauhe Zunge
und jetzt immer noch,
hatte es auf jedem Berg
die Sehnsucht nach dem immer höheren Berg,
und in jeder Stadt
die Sehnsucht nach der noch größeren Stadt,
und das ist immer noch so,
griff im Wipfel eines Baums nach dem Kirschen in einemHochgefühl
wie auch heute noch,
eine Scheu vor jedem Fremden
und hat sie immer noch,
wartete es auf den ersten Schnee,
und wartet so immer noch.

Als das Kind Kind war,
warf es einen Stock als Lanze gegen den Baum,
und sie zittert da heute noch.




Song of Childhood – Peter Handke

When the child was a child
It walked with its arms swinging,
wanted the brook to be a river,
the river to be a torrent,
and this puddle to be the sea.

When the child was a child,
it didn’t know that it was a child,
everything was soulful,
and all souls were one.

When the child was a child,
it had no opinion about anything,
had no habits,
it often sat cross-legged,
took off running,
had a cowlick in its hair,
and made no faces when photographed.

When the child was a child,
It was the time for these questions:
Why am I me, and why not you?
Why am I here, and why not there?
When did time begin, and where does space end?
Is life under the sun not just a dream?
Is what I see and hear and smell
not just an illusion of a world before the world?
Given the facts of evil and people.
does evil really exist?
How can it be that I, who I am,
didn’t exist before I came to be,
and that, someday, I, who I am,
will no longer be who I am?

When the child was a child,
It choked on spinach, on peas, on rice pudding,
and on steamed cauliflower,
and eats all of those now, and not just because it has to.

When the child was a child,
it awoke once in a strange bed,
and now does so again and again.
Many people, then, seemed beautiful,
and now only a few do, by sheer luck.

It had visualized a clear image of Paradise,
and now can at most guess,
could not conceive of nothingness,
and shudders today at the thought.

When the child was a child,
It played with enthusiasm,
and, now, has just as much excitement as then,
but only when it concerns its work.

When the child was a child,
It was enough for it to eat an apple, … bread,
And so it is even now.

When the child was a child,
Berries filled its hand as only berries do,
and do even now,
Fresh walnuts made its tongue raw,
and do even now,
it had, on every mountaintop,
the longing for a higher mountain yet,
and in every city,
the longing for an even greater city,
and that is still so,
It reached for cherries in topmost branches of trees
with an elation it still has today,
has a shyness in front of strangers,
and has that even now.
It awaited the first snow,
And waits that way even now.

When the child was a child,
It threw a stick like a lance against a tree,
And it quivers there still today.

giovedì 31 luglio 2014

Mata cerrada que é memória

"La nécessité débouche toujours sur une nouvelle nécessité",
disait un sage selon Jabès

Tem uma fina crosta eventual e mal-acontecida
cobrindo alguns delírios de realidade passada
- o que foi mesmo que eu fiz?
E, é claro, uma necessidade leva a uma nova necessidade,
uma fissura a uma clausura,
uma compulsão a uma fixação.

As coisas que não são necessárias,
einmal ist keinmal,
são lembradas desencadeadas -
uma tremedeira.
Aquilo tudo que podia ter sido
e foi.

Uma manhã…
Um assoalho que ressoa a manhã no chão.

venerdì 25 luglio 2014

Minhas identições

Volto a Abya Yala, de dois sopetões, primeiro em Tlalocan, terra da fertilidade bruta, depois ao Goiás, onde fizeram Brasília para criar modernos à ferro e concreto armado. Cidade primeiro, habitantes depois. Os modernos são grandes reterritorializadores - suas terras conquistadas são ombros camponeses (e rios limpos, asas de borboletas mondriânicas, sapos com mensagens cifradas). As conquistas são sempre regadas por epistemicidas. Por isso os camponeses e os indígenas são os estranhos que desaparecem. Um epítome desta época da modernidade (nem tardia e nem prematura, provavelmente): o outro está de costas. Partindo. Indo para longe e evanescendo. Um pouco como diz Byung-Chul Han: o negativo exorcizado. Mas não só exorcizado, extirpado. Há uma fantasmagoria nas causas ecológicas e indígenas: de um passado que precisa ser reinventado já que é esfumaçado. É como as marcas das adinkras nas formas dos tecidos afros de Abya Yala: conteúdos esquecidos, reminiscências persistentes. O outro é um fantasma - e por isso Han compara ele a um fardo. O que assombra é também alguma coisa que precisamos carregar. Brasília é cheia de fantasmas. E quase não há outros outros.

É um tempo excruciante se marcamos os ponteiros com Gaza. Tenho assistido a documentários sobre a Nakhba palestina
(como esta da Al Jazeera), o que me informa já que fui amamentado com um leite pró-sionista. E então penso, desde Abya Yala, o continente que foi primeiro Colónizado e foi reColónizado tantas vezes. E nele eu penso na minha posição na ordem Colón das coisas: white but not wasp, cidadão de um país correndo atrás, com identidades internacionais prontas para a perseguição e para a inquisição e para simulação (judia, sefaradi), criado para ser urbano e desprezar o que é camponês, educado para ser masculino mas com dose grande de heteroginefilia e muita autoginefilia, acolchoado por obviedades da classe média, cercado de gente comprometida com a brancura e que gosta do afro sem nome. Na minha escala entre global e local - entre Güeros e índios, habito um meio. Índios de autóctones, de longínquos, de adivasis, de independentes. Na empresa de abrir caminhos para modernos, este povo de geometria variável, como diz Latour, e crescente anseio por Lebensräume, eu fui colocado no meio da escala. Como brasileiro, não era um indígena mas também não era um ocidental. Como judeu, eu não era um desabrigado, mas trazia uma história (oficial) de desabrigo. Quando eu crescia, acreditei tanto nestas arquelatrias de identidade que pensei que teria que escolher entre dedicar-me aos latino-americanas ou dedicar-me às judeus. Eu percebi logo que os híbridos são diplomatas. Modernês eu falava com sotaque, palavras indígenas, balbuciava. Onde estava o orgulho e onde estava a vergonha, decidiria que diplomacia eu faria - a de Cortez ou a de Gonzalo Guerrero.

Estas minhas duas identidades arquelátricas já estavam postas a serviço (diplomático) dos modernos quando eu nasci. A haskalah (iluminismo) judaico que aconteceu na Europa desde o fim do século 18 - e que Napoleão convocou e mostrou ao mundo - foi o berço do sionismo. Esqueçam suas raízes indígenas incômodas e modernizem-se: sejam uma nação e ajudem os modernos - os globais - a organizarem o mundo para que eles o entendam (em governos, fronteiras, autoridades). A Nakhba seguiu-se daí. A Shoah talvez tenha sido o último suspiro da modernidade cheia de raízes profundas disfarçadas contra os judeus errantes, nômades, descabidos. Depois disso, alguns judeus se aliaram à modernidade cheia de raízes profundas disfarçadas (os globais cheios de localidades recônditas) contra os errantes índios. Alguns judeus aprenderam a lição: os modernos respeitam quem garante a expansão de sua geografia. É por isso que Israel é admirada pelas classes modernas brasileiras: paradigma de modernidade em expansão. Na missão de ser um exemplo para os índios atrasados que insistem em fazer diferente. O Brasil sonha em ser ocidente. Em ambos os casos, a modernidade é nas toras: não há tempo para hospitalidade ou hesitação já que tem sempre o mestre olhando. Até quando o mestre preferia não ter que ver.

A colonização é uma eterna vigilância. Mesmo que o colono esteja dormindo. Já eu, estou indo para outro lugar.
Minha identição de leite caiu.

PS: este texto é gêmeo deste. Seu título é levemente inspirado no livro de Valeria Luiselli.

mercoledì 16 luglio 2014

Alvorada e luz acesa

Cheguei na terra. Santa por um fio, prometida como o terremoto.

Encontro no fundo do bolso uma caixa de ferramentas:
tarefas, ordens do dia, mandamentos.
Rasgo. Estar contente não é uma norma.
A norma é como a crítica e elude toda realização bonita.
Penso na quadratura do círculo -
nada pode ser contado do início ao fim.
Consulto uma página na rede
para saber a hora em que o dia nasce:
5:50 em Cancún.
Amanhã dia e noite têm o mesmo tamanho.
O futuro pertence a quem repete.
Já são seis horas. Mas aqui não é Cancún.
Na cidade do México o dia está prometido
para 6:43. Daqui a quarenta minutos.
O dia não está atrasado.
Acendo a luz.

giovedì 10 luglio 2014

Um poema que achei sobre Abya Yala em um clima Epistemologias do Sul, em Coimbra

Abya Yala Wawgeykuna*

I

Abya Yala apachi q'osni patapi
Tawa K'uchu tawantinsuyumanta
Yawar qhocha kutipun
llajsakun sirch'i nina urqota.

II

Abya Yala llanp'a ch'ujrikuxqa
Kallpa makanakuyta mana atisqarkuchu
Jatun ruphyay ukhu urqopi
Sach'a ukjupi panpakuna
Sallqa ch'inllan...

III

Unay ayllu yachaykunapi
Atimullpusqa chay jina llajtakunamanta
Chinkasqa nay uray janaj pachapi
Winaypaj arpa atisqa simir nisqa.

IV

Mast'aspa makikunanchejta
Tawa nujunakuymanta
Kay pp'unchayman chhayamunchej
Abya Yala wawqeykuna

V

Kay yuyayniyki llanthupi
Ancha sinch'i Pirqapi juqarina
Llakijmanta mujujjima
Tukuy kayta yuaytawan
Qhatisuchej chakisarukunanta
Ripusqankunawan.

Traducción al español[editar]
Hermanos americanos*

I
Abya Yala sobre las aras humeantes
Los cuatro puntos cardinales
Se tornan infiernos de sangre
Lava incandescente funde su potencia

II
Abya Yala, pura, descoyuntada
Batalla de esfuerzos imposibles
De trópicos majestuosos y ardientes
De selvas profundas, llanuras...
Mesetas salientes...

III
Razas ancestrales, culturas diferentes,
Pueblos fantasmas
Perdidos en el infinito
Siempre víctimas de vanas promesas.

IV
Tendiendo nuestras manos
Desde las cuatro ternuras
Llegamos a este día.
Hermanos americanos.

V
A la sombra de esta memoria
elevemos una firme columna
Como simiente de ansiedad
Recordando todo esto
Seguiremos las huellas

mercoledì 9 luglio 2014

A agenda oculta na tua cabeça

Se notares bem teu planeta
verás que o chão tem molas
que te arremessam para o céu -
são alforrias, euforias, fora da calçada e da estrada
e até do antropoceno.
Podes descer o rio Tejo com cuidado,
pé ante pé, já que qualquer tropeção te leva além
ou aquém.
Ouves os murmúrios do rio, que falam das macias verdades,
do sal do mar ou da depressão que anima as gentes
a sairem pela boca do rio buscando cominho a açafrão.
Vais sentir as volúpias de abrir-te como um túnel
do que vem do magma e vai para Urano.
Contem-te um pouco,
mas não demasiado. O chão te encontrou.
Depois dê teus pulinhos.
Eles aprontam a estratosfera
para a safra de fótons verde-abacate.

giovedì 3 luglio 2014

Contraste

Meus caminhos se encheram de pedras.
Corro com Rosamund pelos canais da cidade grande
onde as conversas são testes de Turing
e encontro só o magma do antropoceno
tornado em sedimento vulcânico.
A água já não molha.

Meus caminhos se encheram de pedra.
Procuro nas pedras algum resto de caminho,
alguma gota de saliva solta,
alguma existência que escapou do protocolo.
Você sabe onde tem?

- Ali, depois do parque, tinha um muro,
agora já não tem mais, só tem lojas.
Se você pegar a esquerda encontra uma torre de concreto.
- Lá tem coisas que não foram protocoladas?
- Não, mas tem um poço cheio de barro e uma sorveteria.

sabato 28 giugno 2014

Our passion for freedom is tougher than this prison

Meu bando, de solitários, anda para baixo
da Marylebone Road.
Entra com os cegos no hospital,
machuca os turistas na estação de trem.
Todos os dias o bando sabota minhas tentativas,
bem-intencionadas,
de me transformar em um condomínio.

Sentamos todos na calçada da rua,
coloco um pano verde no chão
e todas as moedas no pano.
Amo as bichas. As bichas ferozes,
e ardentes. De longe até vemos as matilhas,
de longe desengonçadas,
mas olhando a Marylebone Road de lupa
só minhas bichas sacodem.

Cada dia mais confinados, os meus solitários,
espremidos uns contra os outros,
não se aguentam, não se agridem.
Fico esperando os passantes jogarem moedas
no pano verde. A calçada me protege -
nada jamais me protegeu mais.
Quando olhamos só os pés de quem passa,
eles estão indo para algum lugar.




mercoledì 18 giugno 2014

Life is always what have I done at all

To Olga Shaumyan

I've been here. In this street, in this bar, in this plot.
I've been again in this street, in this bar, in this plot.
Because I've done something.
And there was a purpose.
To all my wrinkles.
Even though the wrinkles, I believe, weren't the purpose.
The wrinkles came because I had the purpose.
In this street, in this bar, in this plot.
I was anxious, things could have gone wrong, I missed a heartbeat.
It's easy to dive into the moods. To count the suspense
of things past.
And past again.
But I rather breathe the air. My past seems unlikely.
While is even less likely that I haven't done anything at all.

O peso de um corpo só

O corpo parece um pacote.
Mas não tem destinatário. E pode ser uma bomba.
Raramente explode.

Levo o meu, pelos quatro cantos do mundo
(ele gosta dos cantos),
como um pastor leva o rebanho,
como um afinador de piano leva a sua tralha.
Noto que ele está cansado.
Está cansado que eu carregue todo o seu peso.
Já que ele é o que pesa.

A cada dia faço com ele uma coisa diferente;
como quem leva uma criança ao circo,
um pinguim ao zoológico.
Ele vai ofegando mais, suspirando mais, gemendo mais.
Acho que ele vai tendo mais empatia,
já que eu não consigo nem embarcar sem ele,
nem entrar dentro dele e pedir que ele me dê uma mão.


venerdì 13 giugno 2014

Byung-Chul Han e a raiva (da edição francesa de Müdigkeitgeselschaft)

La colére a une temporalité particulière qui ne va pas avec l’accélération générale et l’hyperactivité. Cette dernière ne tolère aucune distance temporelle. Le futur se raccourcit pour devenir un présent prolongé. Il lui manque toute négativité qui autoriserait le regard sur autrui. La colère, en revanche, remets tout le présent complètement en question. Elle présuppose une pause interruptive dans le présent. En cela, elle se différencie de l’irritation. L’éparpillement général caractéristique de la société d’aujourd’hui ne permet pas à l’emphase et à l’énergie de la colère de s’affirmer. La colère, c’est une capacité qui permet d’interrompre une situation et de faire débuter une autre situation. Aujourd’hui, elle s’efface de plus en plus au profit de la contrariété ou de l’énervement que ne peuvent pas générer de changement radical. [… La colère] saisit et bouleverse tout notre Dasein. […] Elle ne se rapport pas à un seul objet. Elle nie le Tout. C’est ainsi qu’existe son énergie de négativité. Elle représente une situation exceptionnelle. La positivité croissante du monde prive ce dernier de situations exceptionnelles. (p. 78-9)